Thursday, 9 November 2017

Wednesday, 8 November 2017

Papa: Sacerdote na Missa diz “Corações ao alto!”, não diz “Celulares ao alto para tirar a foto!”


Audiencia Geral, 8 de Novembro de 2017

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Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Iniciamos hoje uma nova série de catequeses, que dirigirá o olhar para o “coração” da Igreja, isso é, a Eucaristia. É fundamental para nós cristãos compreender bem o valor e o significado da Santa Missa, para viver sempre mais plenamente a nossa relação com Deus.


Não podemos esquecer o grande número de cristãos que, no mundo inteiro, em dois mil anos de história, resistiram até a morte para defender a Eucaristia; e quantos, ainda hoje, arriscam a vida para participar da Missa dominical. No ano 304, durante as perseguições de Diocleciano, um grupo de cristãos, do norte da África, foram surpreendidos enquanto celebravam a Missa em uma casa e foram presos. O próconsul romano, no interrogatório, perguntou a eles porque o fizeram, sabendo que era absolutamente proibido. E eles responderam: “Sem o domingo não podemos viver”, que queria dizer: se não podemos celebrar a Eucaristia, não podemos viver, a nossa vida cristã morreria.

De fato, Jesus disse aos seus discípulos: “Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6, 53-54)

Aqueles cristãos do norte da África foram assassinados porque celebravam a Eucaristia. Deixaram o testemunho que se pode renunciar à vida terrena pela Eucaristia, porque essa nos dá a vida eterna, tornando-nos partícipes da vitória de Cristo sobre a morte. Um testemunho que nos interpela a todos e pede uma resposta sobre o que significa para cada um de nós participar do Sacrifício da Missa e nos aproximarmos da Mesa do Senhor. Estamos procurando aquela fonte que “traz água viva” para a vida eterna?, que faz da nossa vida um sacrifício espiritual de louvor e de agradecimento e faz de nós um só corpo com Cristo? Este é o sentido mais profundo da santa Eucaristia, que significa “agradecimento”: agradecimento a Deus Pai, Filho e Espírito Santo que nos envolve e nos transforma na sua comunhão de amor.

Nas próximas catequeses, gostaria de dar resposta a algumas perguntas importantes sobre Eucaristia e a Missa, para redescobrir, ou descobrir, como através deste mistério da fé resplandece o amor de Deus. O Concílio Vaticano II foi fortemente animado pelo desejo de conduzir os cristãos para compreender a grandeza da fé e a beleza do encontro com Cristo. Por esse motivo, era necessário, antes de tudo, atuar, com a guia do Espírito Santo, uma adequada renovação da Liturgia, porque a Igreja continuamente vive dessa e se renova graças a essa.

Um tema central que os padres conciliares sublinharam é a formação litúrgica dos fiéis, indispensável para uma verdadeira renovação. E é justamente essa também a finalidade desse ciclo de catequeses que hoje começamos: crescer no conhecimento do grande dom de Deus que nos doou na Eucaristia.
A Eucaristia é um acontecimento maravilhoso no qual Jesus Cristo, nossa vida, se faz presente. Participar da Missa “é viver uma outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se faz presente sobre o altar para ser oferecido ao Pai pela salvação do mundo” (Homilia na Santa Missa, Casa Santa Marta, 10 de fevereiro de 2014). O Senhor está ali conosco, presente. Tantas vezes nós vamos ali, olhamos as coisas, conversamos entre nós enquanto o sacerdote celebra a Eucaristia…e não celebramos próximo a Ele. Mas é o Senhor! Se hoje viesse aqui o presidente da República ou qualquer pessoa muito importante do mundo, é certo que todos estaríamos próximo a ele, que gostaríamos de saudá-lo. Mas pense: quando você vai à Missa, ali está o Senhor! E você está distraído. É o Senhor! Devemos pensar nisso. “Padre, é que as missas são chatas” – “Mas, o que você diz, o Senhor é chato?” – “Não, não, a Missa não, os padres” – “Ah, que se convertam os padres, mas é o Senhor que está ali!”. Entendido? Não esqueçam isso. “Participar da Missa é viver uma outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor”.

Vamos tentar agora colocar algumas perguntas simples. Por exemplo, porque se faz o sinal da cruz e o ato penitencial no início da Missa? E aqui gostaria de fazer outro parêntese. Vocês viram como as crianças fazem o sinal da cruz? Você não sabe o que fazem, se é o sinal da cruz ou um desenho. Fazem assim [ faz um gesto confuso] . É preciso ensinar as crianças a fazer bem o sinal da cruz. Assim começa a Missa, assim começa a vida, assim começa o dia. Isso quer dizer que nós somos redimidos com a cruz do Senhor. Olhem as crianças e as ensinem a fazer bem o sinal da cruz. E aquelas Leituras, na Missa, porque estão ali? Por que se leem aos domingos três Leituras e nos outros dias duas? Por que estão ali, o que significa a Leitura da Missa? Por que se leem e o que tem a ver? Ou até mesmo, por que em certo ponto o sacerdote que preside a celebração diz: “Corações ao alto”? Não diz: “Celulares ao alto para tirar a foto!”. Não, é uma coisa feia! E eu digo a vocês que me dá tanta tristeza quando celebro aqui na Praça ou na Basílica e vejo tantos telefones levantados, não só dos fiéis, mas também de alguns padres e também bispos. Mas por favor! A Missa não é um espetáculo: é ir ao encontro da paixão e da ressurreição do Senhor. Por isso o sacerdote diz: “Corações ao alto”. O que quer dizer isso? Lembrem-se: nada de telefones.

É muito importante voltar ao fundamento, redescobrir aquilo que é essencial, através daquilo que se toca e se vê na celebração dos Sacramentos. A pergunta do apóstolo São Tomé (cf. Jo 20, 25), de poder ver e tocar as feridas dos pregos no corpo de Jesus é o desejo de poder, de algum modo, “tocar” Deus para acreditar Nele. Isso que São Tomás pede ao Senhor é aquilo de que nós precisamos: vê-Lo, e tocá-Lo para poder reconhecê-Lo. Os Sacramentos vêm ao encontro dessa exigência humana. Os Sacramentos, e a celebração eucarística de modo particular, são os sinais do amor de Deus e as vias privilegiadas para nos encontrarmos com Ele.




Assim, através dessas catequeses que hoje começamos, gostaria de redescobrir junto com vocês a beleza que se esconde na celebração eucarística e que, uma vez revelada, dá sentido pleno à vida de cada um. Nossa Senhora nos acompanhe nessa nova etapa do caminho. Obrigado.

Tuesday, 31 October 2017

Nossas fotos de Halloween 2017

Cliquem nas imagens para ampliar...
Abóbora esculpida com a imagem do Calvário e o túmulo da Ressureição
Mulher segurando um bebê... Abóbora pró-vida? O dom da Maternidade? Maria e Menino Jesus?...
3 em 1 😀
Abóbora esculpida do meu filho Nicholas... super-herói Capitão América.
Minha janela da frente... HALLOWEEN = All Hallows' Eve = Véspera de Todos os Santos.
Meu filho Nicholas (esquerda) disfarçado de Capitão América com seu primo John-Paul (direita).

Sunday, 29 October 2017

Papa: "Se não amas, cumprir os Mandamentos e fazer boas obras não serve de nada."

Papa no Angelus.

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O Papa Francisco afirmou, durante a oração do Ângelus deste domingo, 29 de outubro 2017, na Praça de São Pedro do Vaticano, que o amor a Deus e ao próximo é o principal Mandamento, como Jesus recordou, e que sem amor não serve de nada cumprir os Mandamentos e fazer boas obras.
Antes da oração do Ângelus, o Papa comentou o Evangelho do dia, no qual um grupo de fariseus tenta colocar Jesus a prova e perguntam: “Mestre, na Lei, qual é o maior mandamento?”.
Francisco explicou que a pergunta dos fariseus era maliciosa, “porque na Lei de Moisés são mencionados mais de 600 preceitos. Como distinguir, entre estes, o grande mandamento? Mas Jesus não tem nenhuma hesitação em responder: ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento’. E acrescenta: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’”.
“Esta resposta de Jesus – continuou o Santo Padre – não é algo que se deduz automaticamente, porque entre os múltiplos preceitos da lei judaica, os mais importantes eram os dez mandamentos, comunicados diretamente por Deus a Moisés, como condição do pacto de aliança com o povo”.
Mas Jesus, com sua resposta, “quer fazer entender que sem o amor por Deus e pelo próximo não existe verdadeira fidelidade a esta aliança com o Senhor. Pode fazer muitas coisas boas, cumprir muitos preceitos, mas se não tem amor, isso não serve”.
Na verdade, como argumentou o Pontífice, Jesus, com esta afirmação, não está dizendo nada contra a Lei de Moisés, ao contrário, está confirmando-a, pois no próprio Livro do Êxodo, denominado também “código da Aliança”, diz-se que “não se pode estar em Aliança com o Senhor e maltratar aqueles que desfrutam de sua proteção: a viúva, o órfão, o estrangeiro, isto é, as pessoas mais sozinhas e indefesas”.
Com sua resposta àqueles fariseus que lhe tinham interrogado, “Jesus procura também ajudá-los a colocar ordem na sua religiosidade, a restabelecer aquilo que realmente é importante e aquilo que é menos importante”.
Seguindo esse princípio, “Jesus viveu sua própria vida pregando e fazendo aquilo que realmente é importante e é essencial, isto é, o amor. O amor dá impulso e fecundidade à vida e ao caminho de fé: sem o amor, quer a vida quer a fé permanecem estéreis”.
“O que Jesus propõe nesta página do Evangelho é um ideal estupendo, que corresponde ao desejo mais autêntico de nosso coração”, sublinhou. “De fato, nós fomos criados para amar e ser amados. Deus, que é amor, nos criou para tornar-nos partícipes da sua vida, para sermos amados por Ele e para amá-lo, e para amar com Ele todas as outras pessoas. Esse é o sonho de Deus para os homens”.
Para poder cumprir esse desejo de Deus, “temos necessidade da sua graça, temos necessidade de receber em nós a capacidade de amar que provém do próprio Deus. Jesus se oferece a nós na Eucaristia justamente para isto”, concluiu.

Esta mensagem vem de encontro ao que disse no video/postagem entitulada "Os ateus e a salvação: estes poderão entrar no Céu?" http://pecadorevangelizador.blogspot.ca/2017/09/os-ateus-e-salvacao-estes-poderao.html

Friday, 27 October 2017

Preceito de Domingo: missas vespertinas de Sabado, missas de casamento, etc.

Próximo video: A origem do Dia de Finados (ou dos Fiéis Defuntos).


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Referências ditas no video

Biblia: Mateus 18:18, Atos 2:42-46.

"Christus Dominus", Constituição Apostólica  de 1953 escrita pelo Papa Pio XII (não encontrei em português, por isso, vai aqui a versão do documento em inglês):

Código de Direito Canônico, cânon 1248 — § 1. "Cumpre o preceito de participar na Missa quem a ela assiste onde quer que se celebre em rito católico, quer no próprio dia festivo quer na tarde do dia antecedente."

Catecismo da Igreja Catolica, parágrafo 2180: "O mandamento da Igreja determina e precisa a lei do Senhor: «No domingo e nos outros dias festivos de preceito, os fiéis têm obrigação de participar na missa» (CIC can. 1247). «Cumpre o preceito de participar na missa quem a ela assiste onde quer que se celebre em rito católico, quer no próprio dia festivo quer na tarde do antecedente» (CIC can. 1248, § 1.)."