Monday, 20 February 2017

Por que o Papa é chamado de Santo Padre?

Proximo video: "Não chameis de pai a ninguém na terra" (Mt 23:9).

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Monday, 13 February 2017

A importância do carisma da infalibilidade (Mt 16:19; 18:18)

Proximo video: Por que o Papa é chamado de Santo Padre?

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CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA (Vaticano II) LUMEN GENTIUM

22. Assim como, por instituição do Senhor, S. Pedro e os restantes Apóstolos formam um colégio apostólico, assim de igual modo estão unidos entre si o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, e os Bispos, sucessores dos Apóstolos. A natureza colegial da ordem episcopal, claramente comprovada pelos Concílios ecuménicos celebrados no decurso dos séculos, manifesta-se já na disciplina. primitiva, segundo a qual os Bispos de todo o orbe comunicavam entre si e com o Bispo de Roma no vínculo da unidade, da caridade e da paz (cf. Eusébio, Hist. Eccl., V, 24, 10: GCS II, 1, p. 495; ed. Bardy, Sources Chr. II, p. 69. Dionisio, em Eusébio, ib. VII, 5, 2: GCS II, p. 638 s.; Bardy, II, p. 168 s.); e também na reunião de Concílios (cf. Eusébio Hist. Eccl. V, 23-24: GCS II, 1, p. 488 s.; Bardy, II, p. 66 ss. etc. Conc. Niceia, can. 5: Conc. Oec. Decr. p. 7.), nos quais se decidiram em comum coisas importantes (cf. Tertuliano, De Ieiunio, 13: PL 2, 972 B; CSEL 20, p. 292, lin. 13-16), depois de ponderada a decisão pelo parecer de muitos (cf. S. Cipriano, Epist. 56, 3: Hartel III B, p. 650; Bayard, p. 154); o mesmo é claramente demonstrado pelos Concílios Ecuménicos, celebrados no decurso dos séculos. E o uso já muito antigo de chamar vários Bispos a participarem na elevação do novo eleito ao ministério do sumo sacerdócio insinua-a já também. É, pois, em virtude da sagração episcopal e pela comunhão hierárquica com a cabeça e os membros do colégio que alguém é constituído membro do corpo episcopal.
Porém, o colégio ou corpo episcopal não tem autoridade a não ser em união com o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, entendido com sua cabeça, permanecendo inteiro o poder do seu primado sobre todos, quer pastores quer fiéis. Pois o Romano Pontífice, em virtude do seu cargo de vigário de Cristo e pastor de toda a Igreja, tem nela pleno, supremo e universal poder que pode sempre exercer livremente. A Ordem dos Bispos, que sucede ao colégio dos Apóstolos no magistério e no governo pastoral, e, mais ainda, na qual o corpo apostólico se continua perpetuamente, é também juntamente com o Romano Pontífice, sua cabeça, e nunca sem a cabeça, sujeito do supremo e pleno poder sobre toda a Igreja (cf. Relação oficial de Zinelli, no Conc. Vat. I: Mansi 52, 1109 C), poder este que não se pode exercer senão com o consentimento do Romano Pontífice. Só a Simão colocou o Senhor como pedra e clavário da Igreja (cf. Mt. 16:18-19), e o constituiu pastor de todo o Seu rebanho (cf. Jo 21:15ss.); mas é sabido que o encargo de ligar e desligar conferido a Pedro (Mt. 16:19), foi também atribuído ao colégio dos Apóstolos unido à sua cabeça (Mt. 18:18; 28:16-20) (cf. Conc. Vat. I, Esquema da Const. dogm. II, de Ecclesia Christi, c. 4: Mansi 53, 310. Cfr. Relação de Kleutgen sobre o Esquema reformado: Mansi 53, 321 B-322 B e declaração de Zinelli: Mansi 52, 1110 A. Cfr. também S. Leão M., Serm. 4, 3: PL 151 A.). Este colégio, enquanto composto por muitos, exprime a variedade e universalidade do Povo de Deus e, enquanto reunido sob uma só cabeça, revela a unidade do redil de Cristo. Neste colégio, os Bispos, respeitando fielmente o primado e chefia da sua cabeça, gozam de poder próprio para bem dos seus fiéis e de toda a Igreja, corroborando sem cessar o Espírito Santo a estrutura orgânica e a harmonia desta.
O supremo poder sobre a Igreja universal, que este colégio tem, exerce-se solenemente no Concílio Ecuménico. Nunca se dá um Concílio Ecuménico sem que seja como tal confirmado ou pelo menos aceite pelo sucessor de Pedro; e é prerrogativa do Romano Pontífice convocar estes Concílios, presidi-los e confirmá-los (cf. Cod. Iur. Can., c. 222 e 227). O mesmo poder colegial pode ser exercido, juntamente com o Papa, pelos Bispos espalhados pelo mundo, contanto que a cabeça do colégio os chame a uma acção colegial ou, pelo menos, aprove ou aceite livremente a acção conjunta dos Bispos dispersos, de forma que haja verdadeiro acto colegial.

25. (...) Os Bispos, individualmente, não gozem da prerrogativa da infalibilidade. (...) Estes exercem o supremo magistério [infalibilidade] em união com o sucessor de Pedro. (...) Porém, quando o Romano Pontífice, ou o corpo episcopal com ele, define alguma verdade, propõe-na segundo a Revelação, à qual todos se devem conformar. Esta transmite-se integralmente, por escrito ou por tradição, através da legítima sucessão dos Bispos e, antes de mais, graças à solicitude do mesmo Romano Pontífice; e, sob a iluminação do Espírito de verdade, é santamente conservada e fielmente exposta na Igreja (cf. Gasser, ib.: Mansi 1215 CD, 1216-1217 A). Para a investigar como convém e enunciar aptamente, o Romano Pontífice e os Bispos, segundo o próprio ofício e a gravidade do assunto, trabalham diligentemente, recorrendo aos meios adequados (cf. Gasser, ib.: Mansi 1213); não recebem, porém, nenhuma nova revelação pública que pertença ao depósito divino da fé (cf. Conc. Vat. I, Const. dogm. Pastor Aeternus, 4: Denz. 1836 (3070)).

Igreja Primitiva

St.Irineu (ano 180): “É realmente verdadeira e firme a pregação da Igreja, onde aparece a única via de salvação em todo o mundo. Com efeito à Igreja foi confiada a luz de Deus, e portanto a “sabedoria” de Deus, pela qual Ele salva os homens…. Por toda a parte a Igreja anuncia a verdade: ela é o candelabro de sete luzes (cf. Ap 2,1) que transporta a luz de Cristo…convém refugiar”se na Igreja e ser educado em seu grêmio, nutrido com as santas Escrituras do Senhor. Pois a Igreja está plantada neste mundo como o Paraíso.” (cf. "Contra as Heresias", livro 5, cap. 20).

Monday, 6 February 2017

Controversias da Igreja: 3 Papas no poder simultaneamente

Proximo video: A importancia do carisma da infalibilidade.
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A amarelo: regiões leais a linha papal de Roma
A vermelho: regiões leais a Avinhão
A verde: regiões fieis á Igreja Ortodoxa
A laranja: regiões sob o dominio islamico
A roxo: regiões que alternavam entre lealdade a Roma e a Avinhão

Wednesday, 1 February 2017

O celibato é uma “joia brilhante” para a Igreja, afirma sacerdote especialista

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O celibato é uma “joia brilhante” para a Igreja, afirma sacerdote especialista: disse o Pe. Gary Selin, autor do livro “Priestly Celibacy: Theological Fondations”, fruto de uma investigação em fontes bíblicas, patrísticas e do magistério que o ajudaram a descobrir que a “razão principal do celibato é que aperfeiçoa a configuração do sacerdote com Jesus Cristo, cabeça da Igreja”.

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Sunday, 29 January 2017

Controversias da Igreja - Papas que caíram em heresia

Proximo video: Controversias da Igreja - 3 Papas reinando ao mesmo tempo.

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Websites sobre este assunto:

Imagem captada no dia 11 de Fevereiro de 2013, horas depois do Papa Bento XVI ter anunciado sua resignação

Monday, 23 January 2017

O Papa é infalível? Deve-se obedecer a tudo o que ele diz?

Proximo video: Controversias da Igreja - Papas que caíram em heresia.

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Jesus disse “Quem vos ouve, ouve a mim, que vos rejeita, rejeita a mim e ao Pai que me enviou!”, Lucas 10:16.

Videos recomendados

http://pecadorevangelizador.blogspot.ca/2014/05/perguntas-sobre-padres-porque-nao-se_3.html
http://pecadorevangelizador.blogspot.ca/2014/06/a-igreja-que-cristo-fundou-mt-1618.html
http://pecadorevangelizador.blogspot.ca/2014/06/a-igreja-que-cristo-fundou-mt-1618-una.html
http://pecadorevangelizador.blogspot.ca/2013/08/o-papado.html

Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis
https://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/apost_letters/1994/documents/hf_jp-ii_apl_19940522_ordinatio-sacerdotalis.html

                            Catecismo da Igreja Católica

§889 Para manter a Igreja na pureza da fé transmitida pelos apóstolos, Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação em sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade. Pelo "sentido sobrenatural da fé", o Povo de Deus "se atém indefectivelmente à fé", sob a guia do Magistério vivo da Igreja.
§891 "Goza desta infalibilidade o Pontífice Romano, chefe do colégio dos Bispos, por força de seu cargo quando, na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis e encarregado de confirmar seus irmãos na fé, proclama, por um ato definitivo, um ponto de doutrina que concerne à fé ou aos costumes.
§88 O Magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando, utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária.
§95 "Fica, portanto, claro que segundo o sapientíssimo plano divino, a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal modo entrelaçados e unidos que um não tem consistência sem os outros, e que juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas."

Constutuicao dogmatica (Vaticano II) Lumen Gentium, 25:

"A religiosa submissão da vontade e do entendimento é por especial razão devida ao magistério autêntico do Romano Pontífice, mesmo quando não fala ex cathedra; de maneira que o seu supremo magistério seja reverentemente reconhecido, se preste sincera adesão aos ensinamentos que dele emanam, segundo o seu sentir e vontade; estes manifestam-se sobretudo quer pela índole dos documentos, quer pelas frequentes repetições da mesma doutrina, quer pelo modo de falar. (...) O Romano Pontífice goza de infalibilidade em razão do seu ofício de cabeça do colégio episcopal, sempre que, como supremo pastor dos fiéis cristãos, que deve confirmar na fé os seus irmãos [cf. Lc. 22,32], define alguma doutrina em matéria de fé ou costumes [cf. Constituição Dogmática (Vaticano I) “Pastor Aeternus”]. As suas definições com razão se dizem irreformáveis por si mesmas e não pelo consenso da Igreja, pois foram pronunciadas sob a assistência do Espírito Santo, que lhe foi prometida na pessoa de S. Pedro. Não precisam, por isso, de qualquer alheia aprovação, nem são susceptíveis de apelação a outro juízo. Pois, nesse caso, o Romano Pontífice não fala como pessoa privada, mas expõe ou defende a doutrina da fé católica como mestre supremo da Igreja universal, no qual reside de modo singular o carisma da infalibilidade da mesma Igreja."

Código de Direito Canônico:

Cân. 212 § 1. Os fiéis, conscientes da própria responsabilidade, estão obrigados a aceitar com obediência cristã o que os sagrados Pastores, como representantes de Cristo, declaram como mestres da fé ou determinam como guias da Igreja.

Contudo, sabendo que nem sempre os prelados são infalíveis em suas decisões, o próprio cânon diz que:
§ 2. Os fiéis têm o direito de manifestar aos Pastores da Igreja as próprias necessidades, principalmente espirituais, e os próprios anseios.
§ 3. De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, tem o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos Pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja e, ressalvando a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os Pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, dêem a conhecer essa sua opinião também aos outros fiéis.

                                                                Igreja Primitiva

St.Inácio de Antioquia (ano 110): "Inácio, também chamado Teóforo, à Igreja que recebeu misericórdia pela grandeza do Pai altíssimo e de Jesus Cristo Seu Filho único, Igreja amada e iluminada pela vontade d’Aquele que escolheu todos os seres, isto é, segundo a fé e a caridade de Jesus Cristo nosso Deus, ela que também preside na região da terra dos romanos, digna de Deus, digna de honra, digna de ser chamada bem-aventurada, digna de louvor, digna de êxito, digna de pureza, e que preside à caridade na observância da lei de Cristo e que leva o nome do Pai." (Carta aos Romanos 1:1).
S.Cipriano de Cartago (ano 251) "Seus companheiros era tal como Pedro [apóstolos], mas a primazia é dada a este para que fique claro que há uma só Igreja e uma só cadeira [càtedra de Pedro]. Se alguém não se mantém na união de Pedro, pode ele pensar que tem fé? Pode ele dizer que é membro da Igreja [de Cristo]? ("A Unidade da Igreja Católica", cap.4)
(ano 256): "Será que os hereges se atreveriam a dirigirem-se á própria sede/cadeira de Pedro de onde a fé apostólica é derivada, isenta de erro?" (Cartas 59 [55], cap.14).
São Pedro Crisólogo (séc.V): “Exortamo-vos, veneráveis irmãos, a receber com docilidade os escritos do santo Papa da cidade de Roma, porque São Pedro, sempre presente na sua sede, oferece a fé verdadeira aos que a procuram“. (Carta a Eutyches 25:2)